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domingo, 20 de março de 2011

FOTOS DO TEATRO DE RUA DE ANGRA EM MAIO DE 2009

CONFIRA FOTOS DE ALGUNS ESPETÁCULOS TEATRAIS QUE OCORRERAM NO TEATRO DE RUA EM ANGRA DOS REIS EM MAIO DE 2009.

FOTOS: THIAGO DE MORAIS NASCIMENTO


Espetáculo Arande Gróvore (Galpão Cine Horto - Belo Horizonte / MG) que aconteceu na Praça do Porto no dia 10 de maio de 2009 no 14° Encontro Nacional de Teatro de Rua de Angra dos Reis.


Espetáculo Arande Gróvore - na Praça do Porto - Centro de Angra dos Reis


Espetáculo Arande Gróvore, na Praça do Porto


Peça Arande Gróvore


Peça Arande Gróvore


Plateia em peso no espetáculo Arande Gróvore que aconteceu na Praça do Porto, no Centro de Angra em maio de 2009. Por isso que o teatro de rua é considerado popular. Observe a quantidade de pessoas que estavam assistindo o espetáculo.


Peça Arande Gróvore na Praça do Porto em Angra.


Linda foto feita por Thiago de Morais. O teatro de rua que é popular feito na frente de um ponto turístico cultural de Angra dos Reis: a Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição. Essa peça chama-se Famiglia Milan e o Gran Circo Guaraná com Rolha (Circo Nosotros - Santos / SP) que foi apresentada na Praça da Matriz no dia 10 de maio de 2009.


Peça Famiglia Milan e o Gran Circo Guaraná com Rolha, apresentado na Praça da Matriz, no Centro de Angra dos Reis.

PODEMOS VERIFICAR QUE ANGRA NÃO É SÓ PRAIA...
...ANGRA TAMBÉM É CULTURA.

ARQUIVO FOTOGRÁFICO: THIAGO DE MORAIS NASCIMENTO

sexta-feira, 18 de março de 2011

Patrimônio Histórico - Preservando para nossos filhos e netos

Após um diagnóstico detalhado para elencar as prioridades do município, a
Prefeitura de Angra conseguiu que o município fosse incluído nas obras do PAC das cidades históricas. Foram apenas 173 cidades contempladas no Brasil. Ao todo, serão 1,3 milhão de investimento na recuperação e na restauração dos imóveis tombados pelo Iphan - Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.
Angra dos Reis é uma das cidades mais antigas do país e possui um imenso acervo arquitetônico, com centenas de peças e objetos raríssimos que fazem parte da história cultural e religiosa dos 508 anos de Angra dos Reis
Os trabalhos já estão em andamento na restauração das igrejas Santa Luzia, Bonfim e Nossa Senhora do Rosário de Mambucaba.
Na segunda fase, serão acondicionados o acervo do Museu de Arte Sacra, a revitalização urbanística da Vila Histórica de Mambucaba e a arqueologia do Convento São Bernardino de Sena.

domingo, 13 de março de 2011

POR QUE ANGRA NÃO POSSUI UM ESPAÇO PARA APRESENTAÇÕES DE GRUPOS TEATRAIS? POR QUE O TEATRO DE RUA É CONSIDERADO POPULAR? POR QUE O TEATRO É ELITIZADO?

No momento Angra não tem um espaço para apresentações de grupos teatrais pois o Teatro Municipal está em obra há mais ou menos um ano e meio. O teatro acaba se tornando elitizado pois as pessoas tem que sair da cidade e ir para outros municípios onde tenha teatro e isso demanda condições financeiras que só a elite tem. A não ser quando tem a FITA (FESTA INTERNACIONAL DE TEATRO DE ANGRA) que anualmente apresenta peças nacionais e internacionais, só que é em uma tenda montada na Praia do Anil.

Em Angra acontece anualmente o Teatro de Rua. Por ser de graça se torna cada vez mais popular. Em 2009 e 2010, por exemplo, houve peças teatrais em vários locais do Centro de Angra como a Praça do Porto, a Praça do Papão, a Praça da Matriz e a Praça Zumbi dos Palmares (Praça do Mercado de Peixes), que atraíram muita gente.

POSTADO POR: THIAGO DE MORAIS NASCIMENTO (texto próprio)

HISTÓRIA DO TEATRO POPULAR

Teatro Popular
No final dos anos 1950, surge um público interessado em ver abordadas, no palco, questões políticas em contexto nacional. Para isso, os novos dramaturgos buscam na pobreza do interior e da periferia o protagonista ideal. Nasce assim uma tendência que seria predominante nos anos seguintes. Jorge Andrade, Gianfrancesco Guarnieri, Oduvaldo Vianna Filho, Paulo Pontes, Dias Gomes, Antônio Callado, Augusto Boal, Millôr Fernandes, fazem parte de uma geração que descobre nos problemas sociais a fonte de sua dramaturgia. No dizer de Paulo Pontes, o povo é "a única fonte de identidade nacional". Entende-se esse povo como aquele que é explorado, que leva uma vida à margem dos meios de produção e do saber. A idéia de que os fracos, unindo-se, derrotam os fortes, ganha muitas versões. Os heróis que morrem por uma causa coletiva - Lampião, Antônio Conselheiro, Padre Cícero, Zumbi, Tiradentes - merecem várias peças.
Nessa tendência podem-se identificar duas vertentes - uma de caráter regionalista e outra de caráter ideológico. Ariano Suassuna e João Cabral de Melo Neto podem ser incluídos no que Décio de Almeida Prado identifica como a Escola do Recife, que atravessa vários estilos e períodos históricos, desde Hermilo Borba Filho a Luiz Marinho. Nas peças de Suassuna, o povo é capaz de enfrentar o poder e até de vencê-lo. O nacionalismo é aqui uma conseqüência do regionalismo. Em 1947, dez anos antes do sucesso de Auto da Compadecida, Hermilo Borba Filho fornece um caudaloso argumento a esta vertente: "Todo o Nordeste é um drama de primeira grandeza [...]. É o povo sofrendo, é o povo sendo explorado, é o povo lutando. São dramas do povo, que a ele interessam, que ele compreende. [...] O teatro precisa conquistar a alma do povo".1
Em 1960, a fundação do Centro Popular de Cultura da UNE - CPC, marca o início de uma prática teatral voltada para a revolução social. Enquanto a vertente regionalista atribui ao teatro a tarefa de promover sua popularização, no sentido de ir para onde o povo está e falar sua língua, o teatro revolucionário praticado pelo CPC pretende ensinar ao povo um novo vocabulário, dando a ele uma visão política sobre sua vida. Se o teatro regionalista cultiva a religiosidade por fazer parte da cultura popular, o teatro revolucionário a bane por ser instrumento das classes dominantes para promover a resignação.
O golpe militar de 1964 interrompe a prática do CPC e seus dramaturgos migram para o Grupo Opinião. No final da década de 1960, o Teatro de Arena e Opinião serão os responsáveis pelas mais importantes peças e encenações na linha de um teatro brasileiro voltado para os problemas sociais.
Na segunda metade da década de 1970, considerando que a censura, o teatro de vanguarda e o teatro comercial promovem um "vazio cultural" na história brasileira, intelectuais e artistas se reúnem em prol de um teatro nacional-popular. O movimento retoma os princípios de uma dramaturgia crítica e realista, cujos melhores exemplos são Gota d'Água, de Paulo Pontes e Chico Buarque, 1975, e O Último Carro, de João das Neves, 1978.
Surgidos na década de 1990, os grupos Folias d'Arte, a Companhia do Latão e a Companhia de Arte e Malas-Artes são alguns representantes voltados a essa tendência, demonstrando que uma visão específica do "popular" ainda permanece em cena. Fruto dos tempos da censura e repressão, o teatro popular também tem seu lugar nos dias de hoje, recontextualizado para uma circunstância política globalizada e neoliberal.
Notas
1. BORBA FILHO, Hermilo. Teatro, arte do povo. Arte em Revista, São Paulo, n. 3, p. 60-63, 1980.
2. PONTES, Paulo. Apresentação. BUARQUE, Chico; PONTES, Paulo. 'Gota d'Água': uma tragédia brasileira. 30. ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2001.

FONTE: http://www.itaucultural.org.br/aplicExternas/enciclopedia_teatro/index.cfm?fuseaction=conceitos_biografia&cd_verbete=618



PESQUISA: PATRÍCIA PRADO CORRÊA

CARNAVAL 2011 NOS BAIRROS DE ANGRA

Carnaval 2011

Catorze bairros foram movimentados por bandas e Djs contratados pela Cultuar

Para garantir que todas comunidades, inclusive as mais longes do Centro de Angra, também pudessem usufruir de um Carnaval de qualidade, a Fundação Cultural de Angra (Cultuar) não mediu esforços contratando boas bandas e Djs, coordenadores e montando palcos em 14 comunidades periféricas incluindo as praias de Araçatiba, Abraão e Provetá (Ilha Grande),
O movimento foi muito grande em bairros como a Japuíba, Vila Histórica, Parque Mambucaba, Jacuecanga, Bonfim e diversos outros, que receberam milhares de pessoas nos bailes organizados pela Cultuar.
Além dos bailes feitos pelas bandas e Djs, os bairros também contaram com diversos desfiles de blocos organizados em parceria pela comunidade, Associação de Blocos (Abcar) e TurisAngra.

FONTE: FUNDAÇÃO DE CULTURA DE ANGRA DOS REIS (CULTUAR)

PESQUISA: PATRÍCIA PRADO CORRÊA

sábado, 12 de março de 2011

CULTUAR E UFF FAZEM INVENTÁRIO DE BENS HISTÓRICOS

Fundação Cultural de Angra e UFF fazem inventário de bens históricos

Proteção: Inventário busca revelar estado de bens tombados em Angra, como as casas da Vila Histórica de Mambucaba - Angra dos Reis

Com o objetivo de conhecer melhor as condições de conservação dos imóveis tombados de Angra dos Reis no campo do patrimônio material, além das reformas necessárias, a Fundação Cultural de Angra (Cultuar) está realizando desde o início do ano um inventário dos bens históricos edificados no município. De acordo com Martha Myrrha, historiadora e produtora cultural da Cultuar, desde o início do trabalho 13 imóveis já foram levantados e analisados pela equipe responsável pelo inventário. Para realizar este trabalho, a Cultuar firmou um Acordo de Cooperação Técnica com a Escola de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal Fluminense(UFF). Quem também está apoiando a fundação é a Fundação de Turismo (TurisAngra), responsável pelo transporte e alimentação dos participantes.
- A nossa atuação através desse acordo vem obtendo um bom resultado, e com essas informações iremos melhorar cada vez mais a conservação e a história desses imóveis. Temos um grupo de 24 alunos do curso de Arquitetura e Urbanismo fazendo o inventário dos bens históricos edificados de Angra dos Reis, que tem tudo para ser concluído com sucesso - avaliou. Segundo a produtora da Cultuar, a primeira etapa do levantamento - realizado em agosto - analisou as ruínas do Convento de São Bernardino, duas casas do século XIX localizadas no Centro da cidade (entre elas a Casa de Cultura Poeta Brasil dos Reis)e a Capela da Ribeira, nos arredores do município. Durante a segunda etapa - que ainda não terminou - estão sendo analisadas a Igreja de Santa'Ana, na Ilha Grande, e as oito residências restantes na Vila Histórica de Mambucaba.
- O maior objetivo deste inventário é viabilizar, através do levantamento, o mapeamento de danos desses imóveis e, através dessas informações, poderemos verificar a necessidade de cada um dos bens, descobrir o que foi modificado e fazer as reformas ou restaurações necessárias. Ao final do ano, o trabalho da equipe será apresentado para as comunidades e instituições envolvidas, a fim de dar prosseguimento aos trabalhos de inventário em 2011 - explicou Myrrha.
Benefícios para todos
Para o professor José Pessoa, da UFF, o trabalho está sendo válido para os alunos, que adquirem uma experiência interessante para a atividade de extensão dentro do curso, além da boa relação da universidade com a sociedade, envolvendo a prefeitura de Angra e a população. Segundo ele, os alunos têm a oportunidade de se deparar com casos concretos, além de poder o resultado do trabalho para a população local (o inventário dos bens). Com isso, Angra dos Reis passa a contar com um banco de dados de todos os imóveis tombados de valor arquitetônico e cultural do município.
O professor de arquitetura lembrou que boa parte dos imóveis precisa de recuperação e, com exceção da Igreja de Sant'Ana, construída no século 18 e que está em um estado razoável de conservação, muito dos imóveis se encontram com os telhados em estado de conservação precário, podendo atingir o resto do imóvel. Através do banco de dados, a prefeitura terá condições de pleitear recursos para a restauração desses bens, servindo também como instrumento para a prefeitura planejar ações de preservação e conservação do patrimônio.
Pessoa acredita que a atual etapa do trabalho deverá ser concluída até o final de dezembro, mas o levantamento total dos cerca de 50 imóveis tombados de Angra poderá vai se estender até o primeiro semestre de 2012, dependendo do número de alunos inscritos a cada semestre e do interesse da prefeitura de Angra em continuar o trabalho.
Patrimônio imaterial
Com relação ao patrimônio imaterial, o Cultuar está desenvolvendo um projeto audiovisual "Memória", que visa a produção de um documentário acerca das manifestações populares da cidade, registrando, resgatando e divulgando as tradições orais da região. De acordo com Martha Myrrha, o projeto foi elaborado através de um trabalho audiovisual com diversas personagens culturais da cidade de Angra, fazendo parte da atuação da Fundação Cultural de Angra dos Reis no campo do patrimônio imaterial do município.
- Este projeto tem como principais objetivos dar visibilidade aos modos de se fazer e pensar cultura, dinamizar e estimular o setor de audiovisual, incentivando a produção etnográfica dessa atividade e ampliar o acesso à cultura de modo a contribuir com a construção da ideia de cidadania de um povo diverso e rico de significados - explica.
Como resultado desse trabalho, foi produzido o curta-metragem "Folias de Manoel Ramos - Homenagem a um Mestre", homenageando um dos grandes mestres da cultura angrense, "Seu" Manoel Ramos, morto recentemente.




Leia mais: http://diariodovale.uol.com.br/noticias/0,30901.html#ixzz1GIvC14Rl

PESQUISA: PATRÍCIA DE OLIVEIRA GONÇALVES LAMY

PROJETO ARTE NA PRAÇA

Arte na Praça

A cidade de Angra dos Reis, atualmente considerada como o refúgio preferido pelos turistas estrangeiros, e de outras regiões, representa um destino onde se irá deparar com raras belezas naturais espalhadas por suas 365 ilhas e 2000 praias, constantemente alvejadas e apreciadas por estes visitantes, turistas e veranistas.
O portal para este movimento está localizado no coração da cidade e acaba por representar uma área de importância fundamental para que se possa estender a este público diversificado a possibilidade de contemplar um pouco da arte e cultura locais.
O Arte na Praça é mais uma das inovadoras propostas para a incrementação de um ambiente e atmosfera artística para àqueles que chegam ou transitam o centro da cidade pelo Cais de Santa Luzia, embarcando ou desembarcando de passeios marítimos, indo ou vindo das praias e ilhas.
Será uma extensão dos espaços culturais convencionais, mesclando o fazer artístico com a naturalidade e espontaneidade do ambiente aberto e livre, criado para a apreciação, envolvimento e admiração das artes e seus criadores ao mesmo tempo, em uma proposta de arranjo simples, onde, especialmente os turistas, poderão estar ao redor de artistas plásticos e da exposição de suas obras.
Acontecendo ao longo de todo o ano, turistas e visitantes de todas as épocas e lugares poderão, naquele mesmo momento, não somente apreciar, mas consumir, movimentando o setor economicamente, podendo adquirir peças produzidas a seus olhos e à seu gosto.

PESQUISA : PATRÍCIA DE OLIVEIRA GONÇALVES LAMY

quinta-feira, 10 de março de 2011

HISTÓRIA DO GRUPO TEATRAL CUTUCURIM

GRUPO TEATRAL CUTUCURIM
Os atores João Novaes, Mário dos Anjos, Monique Eucário, Flaviana Ayres, Evelyn Ramos, Maykon Renan e Márcia Brasil estão alçando vôos que fazem bem para todos que torcem pelo crescimento do teatro na região. Eles formam um dos grupos mais premiados de Angra, o Grupo Teatral Cutucurim, que iniciou a temporada 2011, no sábado dia 5 de fevereiro, no Sesc Tijuca (RJ), às 17h, apresentando o bonito espetáculo que valoriza a arte popular, “O piolho, a caolha, a morte e as quatro irmãs que não deveriam falar”.
O Sesc Tijuca, funciona na Rua Ernesto de Souza, 143 e o espetáculo ficou em cartaz até o dia 27 de fevereiro, durante todos os sábados e domingos, a partir das 17h. Os ingressos variavam de R$ 12,00 (inteira), R$ 6,00 (meia) e R$ 3,00 (comerciários do Sesc). Para mais esta empreitada, o Cutucurim está recebendo total apoio da Fundação Cultural de Angra (Cultuar).
_ A função da prefeitura e da Fundação Cultural de Angra é apoiar todas as iniciativas que engrandeçam a arte local e possibilitar que públicos diferentes a conheçam. O Cutucurim está de parabéns. É um dos grupos de teatro de Angra que mais viajam divulgando os valores de nossa terra e agora estão sendo novamente reconhecidos ganhando mais esta temporada no Rio de Janeiro - lembra o presidente da Cultuar, Paulo Mattos.

“O piolho, a caolha, a morte as quatro irmãs que não deveriam falar”, conta histórias cheias de magia, música, dança e emocionam crianças, jovens e adultos. A temporada 2011 no Sesc é mais uma conquista do Cutucurim, que teve o espetáculo selecionado entre os 10 primeiros, de um grupo de 300 inscritos no Edital 2010 da 10ª Mostra Sesc CBTIJ (Centro Brasileiro de Teatro da Infância e Juventude).

Em 2010, através desse mesmo prêmio, o grupo apresentou “O piolho e a caolha” em seis cidades do Estado do Rio: Teresópolis, Nova Friburgo, Caxias, Campos, Barra Mansa e Rio de Janeiro (Madureira e Pavão Pavãozinho). No Pavãozinho o espetáculo foi apresentado, para mais de 400 crianças da comunidade, dentro do projeto Solar Meninos de Luz. Ainda no ano passado, o espetáculo recebeu três estrelas na Veja Rio e ficou entre as cinco melhores produções em cartaz no Rio. Portanto vale a pena prestigiar os artistas de Angra, se emocionar e dar boas risadas.

O ator do Cutucurim João Novaes conta que a peça estreou em 2009 em Angra, depois de uma pesquisa de seis meses, feita pelo grupo em cima do universo de Câmara Cascudo e do teatro narrativo do autor do texto e diretor, Ribamar Ribeiro, que é referência no Brasil inteiro. Trabalharam também com músicas de domínio popular, passando do maracatu ao aboio ( aquelas cantadas pelos sertanejos para juntar o gado), hinos religiosos, ladainhas, missas, procissões e cantos de rezadeiras.

Em Angra, “O piolho, a caolha, a morte e as 4 irmãs que não deveriam falar” foi apresentado seis vezes. O espetáculo também foi sucesso no Paraná e no Maranhão, quando o Cutucurim foi indicado como melhor grupo visitante na Semana de Teatro do Maranhão, e ao Prêmio Sated 2010 - do Sindicato dos Artistas e Técnicos.





O que conta e canta o espetáculo “O piolho, a caolha, a morte e as 4 irmãs que não deveriam falar”

Segundo João Novaes, junto com o autor, os integrantes do Cutucurim escolheram as histórias e mergulharam no universo das tradições populares. “O espetáculo é como uma colcha de retalhos onde são revividas a fábula de uma princesa que criava um piolho; o melodrama de uma mulher caolha; a comédia de uma mãe que tinha vergonha das filhas que falavam errado; e o lúdico, que trata a morte de maneira entusiasmante. Tudo isso faz com que o público se integre aos contos. No final de uma das apresentações um comentário de um menino me chamou a atenção. Ela olhou para a mãe e disse: Mãe, era tudo um sonho! E aí ficamos todos felizes. É muito gratificante perceber que atingimos um de nossos maiores objetivos, que é o de encantar uma criança", diz João.

O espetáculo já foi visto por mais de quatro mil pessoas. É de autoria e direção de Ribamar Ribeiro com preparação vocal de Fabrício Ramos e Karina Ochoa. As músicas foram gravadas pelo Grupo Zangareio e PC Castilho (Angra) e o figurino e maquiagem é de André Vital - figurinista de várias escolas de samba do Rio de Janeiro. O cenário colorido e cheio de vida é do artista Cachalote Mattos. Todos do elenco são pratas da casa.


Um pouco da história dos Cutucurins

O Cutucurim mantém viva a pesquisa em cultura popular fazendo um paralelo com informações contemporâneas e ligando o erudito com o popular. A musicalidade é uma das marcas mais bonitas do grupo, tanto é que nos festivais onde participa sempre fatura a premiação do quesito música. Todos atores fazem oficinas musicais, cantam, dançam e tocam instrumentos. Também já realizaram trabalhos com músicos tradicionais da cultura popular de Angra, como Fernando Grande, que compôs as músicas do espetáculo do "Vaqueiro que não sabia mentir".

O grupo foi fundado em 1987 pelos artistas de Angra, Narciso Telles, Mário dos Anjos e Márcia Brasil. A formação atual vem de 2001, depois de uma oficina da prefeitura, minstrada por Mário dos Anjos, no Centro Cultural Theophilo Massad. Desde essa época, juntos eles encenaram diversos espetáculos como “A lenda da padroeira”, “O auto do trabalhador”, “ O vaqueiro que não sabia mentir” e muitas outros, todos premiados e sucesso de público, tanto na rua como em espaços fechados.

Foram os fundadores do grupo que o batizaram como Cutucurim, uma homenagem aos guarani da aldeia de Angra. Cutucurim significa em guarani a águia real, a que alça o maior voo. E para nossa alegria, os Cutucurins estão fazendo juz ao nome, voando, voando...

FONTE: Site da Cultuar www.fundacaocultuar.com.br

PESQUISA: RICHARD MARX RODRIGUES DO NASCIMENTO

NOVOS CONSELHEIROS DE CULTURA

Confira quais são os novos conselheiros de Cultura, eleitos na conferência:
O prédio histórico da Casa Larangeiras abrigou centenas de artistas de todas as manifestações culturais de Angra, que se reuniram durante dois dias ensolarados do fim de semana, 29 e 30, das 9 às 18h, para escolher na VII Conferência Municipal de Cultura, os novos conselheiros municipais (biênio 2011 e 2012) e discutir os rumos da cultura para o ano de 2011.

O evento contou com uma palestra, proferida pela atriz bonequeira e produtora cultural da ONG Comcultura, Cleise Campos, rica em informações sobre como os artistas e a Fundação Cultural de Angra (Cultuar) têm que se aparelhar para trazer verbas das esferas federal e estadual para implementar a cultura na cidade.

A VII conferência foi marcada por discussões calorosas e apaixonadas, e importantes decisões votadas e aprovadas pela assembleia, como a decisão do presidente da Fundação Cultural de Angra (Cultuar), Paulo Mattos, de que a presidência do Conselho Municipal de Cultura deixe de ser ocupada pelo presidente da Cultuar (como vinha acontecendo há anos), e passe a ser exercida por um representante escolhido em votação pelo conselho municipal.

Participaram da mesa de abertura da conferência, junto com Paulo Mattos, o chefe de gabinete da prefeitura, Carlos Alexandre; o presidente da Câmara Municipal, vereador José Antônio; o presidente da Comissão de Cultura da Câmara Municipal, vereador Jorge Eduardo; o vereador Antônio Cordeiro; e o diretor cultural da Cultuar, Fabrício Lopes.

Carlos Alexandre, representando o prefeito Tuca Jordão, falou que acredita que Paulo Mattos “fará um belo trabalho na área cultural no município e que o governo municipal tem a responsabilidade de dar toda a atenção possível ao setor porque ele é tão importante quanto a saúde, a educação, obras e demais outros”.

Já o presidente da Câmara Municipal, José Antônio, garantiu para os artistas que lutará na Câmara Municipal para que o recurso anual da cultura passe a 2% do bolo orçamentário municipal.

Outras importantes propostas sugeridas pelo presidente da Cultuar e aprovada pelos conselheiros foi o prazo até o dia 15 de março para que o conselho escolha três nomes para os conselhos fiscal e curador da Cultuar para que a fundação passe a funcionar efetivamente; e que o conselho municipal deixe de ser consultivo e passe a ser apenas deliberativo. Ambas propostas eram reivindicadas há algum tempo pelos conselheiros.

“Meu objetivo maior é fazer com as coisas aconteçam conforme prevê a lei. Por isso, é indispensável que a fundação tenha seus conselhos fiscal e curador funcionando efetivamente. Só assim poderemos buscar recursos nos governos federal e estadual. Já tenho uma ida a Brasília prevista para abril, quando levarei diversos projetos em busca de verba. Mas ressalto que é preciso estar com tudo regularizado”, ressaltou Paulo Mattos.

Paulo Mattos também anunciou o plano de metas da Cultuar para este ano, destacando se o projeto de carnaval no Centro e em 14 comunidades; o projeto de cinema em telão itinerante, que já está quase pronto; o investimento maior em todas as festas tradicionais da cidade e se esforçar para aprovar o projeto de construção de uma nova sede para a Cultuar.

Em todas as propostas apresentadas e votadas durante a conferência foram visíveis os anseios dos artistas tais como, a busca de mais recursos para o setor no orçamento municipal e através de convênios e parcerias; investimentos na formação de jovens e crianças através de polos culturais; a descentralização da cultura, valorizando a periferia da cidade com seus movimentos e levando atrações diversas para os bairros; manutenção de projetos que estão dando certo como o Noites Angrenses e o Manhã de Domingo na Casa e investimento na preservação da história de Angra com seus patrimônios materiais,como os prédios históricos e imateriais, com seu folclore e lendas, dentre diversos outros anseios.

Artistas presentes como Bruno Marques (Cia da Lua), Júlio César (folia de Reis Luz Divina ), e Délcio Bernardo (Jongo do Bracuí), consideraram que a conferência foi positiva e que todos, reunidos no movimento cultural e governo, devem se esforçar para que as propostas não fiquem no papel e aconteçam de verdade.

As manifestações culturais ficaram por conta da bateria mirim do Bloco Caravelas (Morro do Peres) com o menino de 10 anos, Dieguinho, comandando a bateria; o tradicional grupo de folia de Reis do Codrato; e o show voz e violão de Herculano.

Os conselheiros eleitos, que terão a função de fomentar o setor junto com Cultuar, são os seguintes: setor música, Karla Coelho (titular) e Marcos Vinícius (suplente); foto, cine e vídeo , Andrei Lara (titular) e Paulo Renê Larangeira (suplente); afro-brasileira, Adriano da Guia (titular) e Felipe Gustavo(suplente); literatura, Sílvia Alice de Carvalho( titular) e José Carlos de Almeida (suplente); folclore, Ênio de Souza Valverde (titular) e Daniele Câmara (suplente); estudantil , Alexandre Moraes (titular) e Sabrina Moraes (suplente); dança , Hugo Leonardo (titular) e Wallace Rodrigues (suplente); artesanato, Rita de Cássia (titular) e Benita Maria de Oliveira (suplente); artes plásticas , Mailin Aracelli (titular) e Sérgio Amaral (suplente).

FONTE: Site da CULTUAR www.fundacaocultuar.com.br

PESQUISA: RICHARD MARX RODRIGUES DO NASCIMENTO

domingo, 6 de março de 2011

BLOCO CARNAVALESCO UNIDOS DO BONFIM - 2011

No finzinho da tarde de hoje, o Bloco Carnavalesco Unidos do Bonfim, mais uma vez foi as ruas do bairro Bonfim com muita animação. Aproximadamente 800 foliões participaram do bloco. Eu estive lá e confira os flashes desse animado bloco que este ano teve bateria de um outro bloco para dar aquela moral.


FOTO: THIAGO DE MORAIS


FOTO: THIAGO DE MORAIS


FOTO: THIAGO DE MORAIS


FOTO: THIAGO DE MORAIS


FOTO: THIAGO DE MORAIS


FOTO: THIAGO DE MORAIS


FOTO: THIAGO DE MORAIS

Você pode observar, que carnaval, para quem sabe brincar, é só alegria, é só família. São crianças, jovens, idosos, amigos com toda animação.

POSTADO POR: Thiago de Morais Nascimento